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Quintal Inicial

O Quintal da EMEF Luiza Pereira é um dos espaços do Projeto Quintais Produtivos, uma iniciativa da Chaski Agroecologia, contratada pela Prefeitura Municipal de Lagarto para implementar práticas agroecológicas no município. Essa foi a primeira escola municipal de Lagarto a receber o projeto, abrindo caminho para a integração da agroecologia com a educação e a comunidade escolar.

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A escola atende cerca de 210 alunos do ensino fundamental, nos turnos da manhã e tarde, e já possui histórico de experiências com hortaliças em canteiros convencionais e até sistemas de hidroponia. Atualmente, parte do cultivo é mantida com dedicação pelo vigilante Civaldo e por alguns professores, que ajudam a manter viva a relação da escola com a terra.

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Em outubro demos início à preparação da terra e implantação dos primeiros canteiros no sistema Quintais Produtivos, introduzindo espécies como banana, mamão, jaca, amora, gliricídea, moringa, eucalipto, margaridão, algodão da praia, dracena, capim-santo, feijão de porco, milho negro e girassol. Nas próximas semanas ampliaremos a diversidade com abacaxi, macaxeira e outras plantas, além de iniciar atividades integrando compostagem e arte com os alunos e a comunidade.

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No dia 16 de outubro tivemos a primeira aula do projeto Quintais Produtivos com a turma do 5º B, em um momento cheio de aprendizado e diversão. A atividade contou com brincadeiras, uma palestra sobre agroecologia e, claro, muita mão na terra! Juntos, realizamos o plantio da macaxeira “Rainha de Lagarto”, marcando o início das práticas do projeto na escola e fortalecendo a conexão entre os alunos, a natureza e a produção sustentável de alimentos.

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Nos dias 29 e 30 de outubro, realizamos atividades de manejo agroecológico na área do projeto Quintais Produtivos da Escola Luiza Pereira. As ações incluíram capina seletiva e podas de plantas adubadeiras, com o objetivo de estimular o crescimento por meio da liberação de hormônios naturais nas raízes das espécies podadas. Esse manejo também permitiu abrir espaço no interior dos canteiros, melhorando a entrada de luz e promovendo um crescimento equilibrado entre os diferentes estratos da agrofloresta. Além das práticas de campo, tivemos momentos de formação com a equipe escolar, fortalecendo o envolvimento dos funcionários e garantindo a continuidade das ações do projeto no dia a dia da escola.

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Na primeira semana de novembro de 2025, a horta agroecológica da Escola Luiza Pereira do Nascimento Rodrigues se transformou em um espaço de encantamento e aprendizado.


A turma do 5º ano participou de uma vivência especial que uniu contação de histórias, observação da natureza e colheita agroecológica.

O encontro começou com a história de “Yara Kanã”, a serpente do universo que guardava dentro de si toda a água do planeta — um momento muito aguardado pelas crianças, que ouviram com atenção e curiosidade cada palavra.


A narrativa foi o ponto de partida para refletir sobre a importância da água, da vida e do cuidado com a terra. Em seguida, a turma foi dividida em dois grupos para percorrer o canteiro central, onde, em aulas anteriores, haviam realizado o plantio de macaxeiras.


O exercício foi observar as diferentes espécies da horta, compreender o papel da palha na conservação da umidade do solo e, finalmente, realizar a primeira colheita, cerca de 40 dias após a implantação.

O momento foi de alegria e celebração: as crianças segurando suas colheitas nas mãos, o professor Chaski exibindo uma rúcula frondosa, e uma bacia de goiabas frescas sendo compartilhada entre os alunos. Mais do que uma aula, foi um dia de reconexão com a terra e de reconhecimento do valor do alimento vivo, cultivado coletivamente.

Tivemos também a presença especial da professora Raquel Nominato, do Instituto Federal de Sergipe (IFS), que propôs uma parceria para a instalação de um sistema automatizado de irrigação no Quintal Produtivo, a ser desenvolvido por um aluno bolsista da instituição.
A iniciativa promete unir educação ambiental e tecnologia, fortalecendo ainda mais a sustentabilidade das hortas escolares e ampliando as possibilidades pedagógicas do projeto.

Mais do que uma aula, o encontro foi um ritual de partilha e reconexão com a terra, em que ciência, afeto e natureza se encontraram para nutrir saberes e vidas.

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As atividades de voluntariado nesse quintal envolvem o preparo inicial da terra, implantação de canteiros, manejo e cobertura do solo. Quem desejar colaborar também pode apoiar através de doações de mudas, sementes e adubo orgânico, fortalecendo a construção coletiva desse espaço que une educação, sustentabilidade e participação comunitária.

Antes x Depois

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